Estadão

30 Março 2010 | 18h51

Sustentabilidade é a palavra da moda. Vai ser enfadonho, pois o termo aparecerá no enunciado de muitos “neo-verdes” convertidos especialmente para as eleições de outubro. Por isso vale investir em informação. Quem sempre levou em consideração o tema. Demonstrou algum respeito pelo meio ambiente. E principalmente adotou políticas coerentes. Ao observar essas posturas, fica fácil separar os realmente preocupados dos avatares-navi’s-de ocasião que, certamente, aparecerão em grande número.

Convém ressaltar a realização, no fim de semana passado, do Fórum Internacional de Sustentabilidade. Passaram pela capital do Amazonas, estrelas verdes do porte de Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos- e prêmio Nobel da Paz; o pesquisador americano Thomas Lovejoy; o cineasta “blockbuster” James Cameron e a senadora Marina Silva, candidata à Presidência da República pelo PV. Em pauta, novidades que levem ao desenvolvimento sem degradar nossos ecossistemas.

Todo mundo concorda que é indispensável continuar o foco na infraestrutura e nas políticas de transferência de renda. É o chamado Bolsa Floresta. O quê fazer? Assistencialismo ou realidade? E a participação sempre importante da iniciativa privada. Não há cooperação significativa sem a adesão desse vértice. O governador do Amazonas, Eduardo Braga, deixará o cargo nessa semana. Vai se candidatar ao Senado. Mas verbalizou uma frase definitiva: “a floresta amazônica em pé já vale mais do que derrubada”.

Braga tenta convencer o cineasta Cameron a filmar na Amazônia. O esforço é tornar conhecida a maior floresta tropical do planeta. Segundo o governador, a receptividade foi boa de ambas as partes. Braga aguarda também a aprovação, pelo Congresso, das leis de incentivo à aviação regional. Isso deve estimular ainda mais a indústria do turismo. A floresta como pólo gerador de negócios sustentáveis. Muitas empresas já adotam a prática e tentam conscientizar funcionários e colaboradores. E lucram, responsavelmente, com isso.

O Bolsa Floresta citado acima foi criado para estimular as populações indígenas pelo papel de preservação da floresta. Recompensa aos moradores que ajudam no manejo ecológico de rios e matas. Tudo muito bom, tudo muito bem. As empresas socialmente responsáveis aportam na Amazônia como nunca. Julgo que há apenas um fator negativo em marcha. Existem diversas propostas no Congresso para a criação do chamado “imposto verde”. Meus amigos, nananinanão. Ninguém aguenta mais tributos nesse País. Nem pra ajudar a floresta. Ponto.

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